Investigado pela Polícia Federal por suspeita de comandar uma organização criminosa no Maranhão acusada de desviar recursos públicos, verbas do FUNDEF, emendas parlamentares e envolvimento no assassinato do caso Tech Office, o governador Carlos Brandão emitiu uma nota em que se diz perseguido, que é inocente, mas questiona a competência do STF para julgar o seu caso.
Porém na nota do caro e badalado advogado Nabor Bulhões omite as investigações realizadas pela Polícia Federal e o arcabouço de provas obtidas através das medidas cautelares autorizadas pelo STF e com parecer favorável da Procuradoria Geral da República, ou seja, todas as medidas de busca e apreensão e a prisão de Raimundo Cutrim tiveram parecer favorável da PGR, mas malandramente o governador da destacou somente a ausência de parecer para o afastamento do seu sobrinho da Presidência e das dependências do TCE.
A estratégia adotada pela defesa de Brandão é popularmente conhecida como “jus esperniandi” ou direito de espernear diante da gravidade das acusações. Na própria decisão o Ministro explica que a competência do relator se deve em razão da distribuição por sorteio dos autos do HC 264120 impetrado no STF em virtude da suposta interferência indevida do senador Weverton Rocha, além dos atos atribuídos ao deputado federal Josimar de Maranhãozinho e ao Governador Carlos Brandão na condição pretérita de deputado federal em face da suposta ligação com a Empresa Vigas.
Mas como Brandão pretende negar a existência das provas robustas que apontam para o envolvimento do núcleo duro familiar na suposta organização criminosa? Por que Brandão deseja tanto levar de volta o processo para o STJ? Se ele é inocente por que está com medo de encarar um julgamento no STF?
Alguém pode responder essas perguntas?
